As primeiras palavras de Merval após a consagração de Dilma

Ser comentarista deve ser a melhor profissão do mundo, não só comentarista político, mas comentarista de qualquer assunto. É moleza! O cara fala/escreve qualquer bobagem e não precisa ter o mínimo compromisso caso suas análises/previsões não se concretizem. E ainda ganha dinheiro por isso.

Veja como toda uma teoria de um comentarista da CBN vai por água abaixo em aproximadamente 24h:

Fabíola (apresentadora): Era já o que todo mundo esperava, pelo o que os institutos mostravam, agora a gente tem que olhar pra frente. Como será o governo de Dilma, Merval, qual é a expectativa?

Merval (comentarista experiente): É, Fabíola, é preocupante você saber que logo no primeiro dia depois da eleição já tem gente falando que Lula pode voltar em 2014. Isso é realmente preocupante, porque mal a Dilma foi eleita já se está pensando na volta do presidente. Isso significa que o presidente vai ter um papel fundamental nos próximos anos, vai dividir o protagonismo com a presidente eleita e isso não é um bom sintoma. É claro que a partir do momento em que ela começar a escolher o ministério, a gente vai ver até que ponto ela tem dependência em relação a Lula, ou não. Se a gente sentir a presença do Lula muito forte na montagem do primeiro ministério da Dilma é sinal que no primeiro momento, pelo menos, ela não está resistindo ou não está querendo resistir, ou tá aceitando essa tutela do presidente Lula que já disse que vai continuar ativo na relação com os representantes sociais, que vai ativo na política e que vai ajudar muito a Dilma sempre que ela precisar.

Fabíola: Ele vai virar uma espécie de consultor, será?

Merval: Consultor, mas com poder de decisão, que é uma coisa muito difícil de compatibilizar o presidente eleito com outro ex-presidente com poderes de decisão. É muito complicado. Isso dá um sinal que será um governo muito complicado. E ainda não começamos ver a disputa de poder, o PMDB com o PT, e agora o PSB fortalecido nas urnas. Então realmente a gente tem que acompanhar isso com bastante atenção porque não é normal que um presidente seja eleito e no dia seguinte já se fale em sua sucessão, e ainda mais na sucessão com um mito como o Lula que vai estar vivo e atuando. (…)

O comentário completo em áudio está aqui: http://bit.ly/9IdlJs

Repare como ele não tem o que falar, gasta 3 minutos para dizer a mesma coisa, faz inúmeros arrodeios para chegar à conclusão idiota de que Lula vai mandar no governo Dilma.

Aproximadamente 24h depois:

Será que algum dia Merval vai pedir desculpas pelo equívoco?

Evolução das Dívidas Públicas: Lula x FHC

Muito se tem comentado sobre a explosão da dívida pública interna no governo Lula. Se formos olhar apenas para números absolutos, a conclusão será estarrecedora.

O principal argumento dos defensores da gestão FHC é o fato de que a dívida interna líquida do setor público saltou dos R$ 670 bi (Jan/2003) para os atuais R$ 1,745 tri (out/2010). Realmente assustador.

Mas não dá pra fazer qualquer análise levando em consideração apenas os valores brutos da dívida. Como tudo na economia, é preciso relativizar os dados. Nesse caso, a melhor forma de examinar o momento atual é cruzar os valores da dívida com o PIB brasileiro.

Reparem:

Era FHC

Evolução das Dívidas Públicas na era FHC



FHC pegou a relação Dívida Interna/PIB em 20,77% (Jan/1995)
FHC entregou a relação Dívida Interna/PIB em 44,87% (Jan/2003)

Aumento de 24,1 pontos percentuais.

Outras observações importantes a meu ver:

1. FHC aumentou tanto da dívida interna quanto a externa;
2. FHC precisou aumentar a dívida interna mesmo após os processos de privatização. Vendemos nossos ativos e, mesmo assim, contraímos mais dívidas.
3. Esse dinheiro não foi gasto nem com investimentos, nem com políticas sociais, nem com desoneração da carga tributária.

Era Lula

Evolução das Dívidas Públicas na era Lula



Lula pegou a relação Dívida Interna/PIB em 44,87% (Jan/2003)
Lula deixou a relação Dívida Interna/PIB em 51,6% (Jan/2010)

Hoje, outubro de 2010, a relação dívida interna/PIB está em 50,96%.

Aumento de 6,09 pontos percentuais.

Observações:

1. Em relação à dívida externa, hoje somos credores. FHC nos deixou uma dívida de 15,61% do PIB. Hoje temos um saldo positivo de 9,58% do PIB;
2. Nossa dívida pública global caiu de 60,5% do PIB (FHC) para 41,4%;
3. Em 2008 iniciou-se uma tendência de queda da dívida interna/PIB que foi interrompida devido a crise dos EUA. Essa tendência foi agora retomada em 2010;
4. Tivemos fortes investimentos em Políticas Sociais e infraestrutura com o PAC 1;

Vejam como Miriam Leitão joga para os leigos com o objetivo de prejudicar o governo, mas Dilma logo trata de colocar as coisas no seu devido lugar.

* Os gráficos foram construídos com base nos dados do IPEA (http://www.ipeadata.gov.br/).

A Revista Veja se Contradiz?

A Revista Veja faz um bom ou um mau jornalismo?

E quando uma matéria da Veja desmente e tira a credibilidade de outra matéria sua publicada alguns meses atrás?

Veja em 22/10/2010:

INTRIGAS DE ESTADO (http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/intrigas-de-estado)

‘(…) Acrescentou Tuma: “Há um jogo pesado de interesses escusos. Para atingir determinados alvos, lança-se mão, inclusive, de métodos ilegais de investigação. Ou você faz o que lhe é pedido sem questionar, ou passa a ser perseguido. Foi o que aconteceu comigo”, afirma o ex-secretário, que deixou a pasta em junho, depois que vieram a público denúncias de que teria relacionamento com a máfia chinesa. Tuma Júnior atribui a investigação contra si — formalmente arquivada por falta de provas — a uma tentativa de intimidação por parte de pessoas que tiveram seus interesses contrariados. Ele não quis revelar quais seriam esses interesses: “Mas posso assegurar que está tudo devidamente documentado”. (…)’.

Reparem que: “formalmente arquivada por falta de provas” foi um destaque da revista Veja. A revista acusa ou defende de acordo com seus interesses momentâneos.

Veja em 12/05/2010:

UMA MUAMBAZINHA NÃO DÓI

Finalmente, para a Veja, Romeu Tuma Jr. é culpado ou um perseguido pelo governo?

Cuidado, estamos sendo manipulados [parte 2]

Por George Bento.

É realmente impressionante como, para defender seus próprios interesses empresariais, alguns jornalistas mentem descaradamente. E o pior: mentiras básicas e facilmente desconstruídas. Vamos a mais um exemplo.

Hoje, agora há pouco, eu estava no carro, vindo ao trabalho. Por conta dos engarrafamentos em Recife, levo cerca de 50 minutos nesse trajeto. Resolvi tirar o CD de Gonzaguinha que estava ouvindo e mudar para a rádio CBN, que, para quem não sabe, é uma rádio de notícias das Organizações José Serra Globo.

Tive o desprazer de escutar um comentário sobre economia e negócios do pilantra jornalista Carlos Alberto Sardemberg. Nesse comentário, cujo áudio vocês podem encontrar nesse link e procurar pela data 07/06/2010. O título é: Crise da Europa agora é húngara.

Como sempre, mesmo falando da crise europeia, ele termina falando mal do presidente Lula (os motivos nós já conversamos em um post anterior). O azar dele é que agora temos a internet para combater essas fraudes.

A primeira desonestidade dele (3min 20seg) é o de dizer que, ao contrário do que diz o presidente Lula, a carga tributária elevada atrapalha pois este dinheiro poderia ficar com as empresas e as pessoas e, dessa maneira, seriam melhor gastos.

MENTIRA!!! Empresas não pagam impostos. Repito em negrito… Empresas não pagam impostos. Mas vou fundamentar este argumento.

Há dois tipos de impostos que incidem nas empresas. O primeiro incide sobre os produtos ou serviços que elas oferecem (sua atividade-fim). Neste caso, as empresas RECOLHEM os impostos, que são, evidentemente, repassados ao consumidor final. Ou seja, você paga o imposto à empresa e ela apenas recolhe ao governo.

Um segundo tipo, diz respeito aos tributos que incidem sobre os produtos ou serviços que as empresas consomem em sua operação (ex.: energia, cafezinho dos funcionários, etc.). Neste caso, as empresas colocam estes desembolsos em suas planilhas de custos/despesas (dependendo da natureza do desembolso). Ao alocarem dassa maneira, esses gastos farão parte da formação dos preços. Ou seja, mais uma vez, serão repassados ao consumidor final. Para exemplificar este segundo caso, temos a CPMF. Alguém ouviu falar em redução de preços ao final dela?

Nesse momento, ele ainda sai com esta pérola… “Nem sempre o dinheiro que vai para o governo é bem gasto”. Como medir isso? Quem escolhe o que é gasto bom ou gasto ruim? A rádio CBN? O Sardemberg? É muita desonestidade intelectual.

Mas ele não para por aí, na sequência (05min 30seg) ele afirma que o custo da energia elétrica para as empresas brasileiras aumentou muito por conta de impostos.

Mais uma MENTIRA!!!

Segundo conclusão do bom estudo de Mário Veiga (Página 39 – Conclusões) , da CIESP (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo)…

1. O realinhamento tarifário é a principal razão para o aumento dos custos de “fio” dos consumidores industriais. Ou seja, aumento dos lucros das concessionárias (itálico – grifo meu);

2. Encargos e tributos correspondem a 34% da tarifa final atual. Ou seja, se o governo desonerar em 8% os encargos (como pretende as empresas), isso resultará numa redução final de 2,72%. Conclusão, seu bolso não vai sentir nada, apenas o da empresa (itálico – grifo meu);

3. A contratação de usinas termelétricas é o principal fator para o aumento do custo da energia nos próximos anos. Resultado do apagão promovido pela irresponsabilidade do presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) e de seu ministro das Minas e Energia (José Jorge, aquele que era candidato a vice-presidente em 2006, na chapa de Geraldo Alckmin). Eles realmente são bons de gestão (itálico - grifo meu);

4. As alternativas de equacionamento das concessões têm pouco impacto no custo da energia. Privatizaram, agora temos que aguentar (itálico - grifo meu).

Conclusão:

É muita desonestidade em apenas um comentário de 6 minutos, não acham????

Cuidado: estamos sendo manipulados

Por George Bento (http://georgebento.com/blog/?p=70)

É muito importante que estejamos atentos à clara manipulação de que somos vítimas, por parte da imprensa brasileira.

Os veículos de comunicação tem como ÚNICO interesse o de defender SEUS PRÓPRIOS INTERESSES. Observem esta matéria do jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de S. Paulo (principal jornal do país). Comento em seguida.

“Gasto inútil
Fernando Rodrigues – Fernando Rodrigues
Folha de S. Paulo – 10/05/2010

BRASÍLIA – Os candidatos a presidente fariam um bem se dissessem como pretendem tratar a publicidade estatal federal.

Os valores gastos por Lula e FHC são assombrosos. Em 2009, o governo petista investiu R$ 1,179 bilhão com publicidade. Os patrocínios (teatro, cinema, esportes, festas no interior etc.) consumiram mais R$ 909,6 milhões. Há também cerca de R$ 200 milhões ocultos (não há cifras oficiais) torrados em publicidade legal (balanços) e produção de comerciais. Tudo somado dá cerca de R$ 2,3 bilhões.

No governo anterior, de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), os montantes eram muito semelhantes -embora não existam dados detalhados sobre patrocínio. Mas, ao se observar só o gasto em publicidade, o tucano e o petista se equivalem. FHC teve seu recorde em 2001, com R$ 1,137 bilhão. Lula em 2006, ano da reeleição, desembolsou R$ 1,267 bilhão em propaganda. Os dois valores estão atualizados monetariamente.

Há um fator a mais a ser notado a respeito do petista. Ao assumir o Planalto, Lula dava verbas de publicidade para 499 veículos de comunicação em 182 municípios. Hoje, bebem dessa fonte 7.047 empresas em 2.184 cidades.

À primeira vista, Lula estaria fazendo uma divisão mais democrática do dinheiro da publicidade estatal federal. Na realidade, trata-se de um processo perverso de perpetuação desse tipo de gasto.
Centenas de pequenas rádios e publicações pelo país recebem regularmente de R$ 1.000 a R$ 3.000 por mês. Em troca, veiculam comerciais do governo. Criou-se um vício. A interrupção do costume provocará crise de abstinência.

Qual presidente terá coragem de, da noite para o dia, cancelar o envio desse dinheirinho para milhares de empresas de comunicação no interior? Possivelmente, nenhum. Por essa razão seria didático saber o que pensam a respeito José Serra, Dilma Rousseff e Marina Silva.”

Voltei…

Ou seja, o governo democratizou a publicidade oficial. Está investindo em mais veículos e gastando menos com cada um deles. O que pretende a matéria: que o governo volte a aplicar MUITO DINHEIRO em poucos. No final ele provoca os candidatos, mais ou menos com a seguinte ameaça: Vamos apoiar quem prometer gastar mais conosco!!!

Isso não é imprensa livre. Isso é um oligopólio em um setor absolutamente perigoso. O da informação.

Isso é inconstitucional, pois temos direito a uma imprensa livre. O que vemos é uma imprensa presa a seus próprios interesses economicos.

Por este motivo, sugiro que fiquemos de olhos abertos. Vamos consultar blogs de diversas correntes, e assim formar a nossa opinião.

A grande maioria dos jornalistas que atuam em veículos de comunicação não podem expressar sua opinião. Expressam a opinião de seus patrões (que, não raramente, são contrários aos interesses da população).

Em breve a gente retoma esse papo.

[Por Bate-papo Café: Desde quando investimento em teatro, cinema, esportes, festas no interior é considerado gasto inútil?]

A Covarde Coluna de Merval

http://www.jusbrasil.com.br/politica/4942667/merval-pereira-radicalizacoes

Essa coluna de Merval é covarde. Se ele quer fazer oposição, que faça, mas assuma a seu lado político. Se esconder atrás de uma falsa condição de jornalista imparcial para prejudicar a candidatura de Dilma Rousseff é vergonhoso e covarde.

Merval, siga o exemplo de Reinaldo Azevedo e assuma sua posição política.

The Pacific – O que a guerra faz

Porra, Basilone. Acho que Guadalcanal não te fez muito bem!

Onde estão os novos posts?

Voltam em breve, muito em breve!

ATP 500 de Barcelona – Quinta

Foi a partir de hoje que o Sportv começou a transmitir os jogos do ATP 500 de Barcelona, já nas oitavas de finais.

Vi apenas uma pequena parte do jogo do Tsonga contra Nicolas Almagro, portanto, estou impedido de comentar.

Fiquem, então, com os melhores momentos desta quinta-feira…

Serra, o homem do genérico

Serra, sem sombra de dúvida, é o homem do genérico… Do pensamento genérico. Você jamais verá José Serra se aprofundar em algum assunto. Sobre temas complexos, ele fica em cima do muro. Ninguém sabe o que ele realmente pensa, se é que pensa! Ele não possui opinião própria. Ele simplesmente não consegue dizer algo original em nenhuma entrevista. E o pior de tudo, assume como dele conquistas de outras pessoas!

Serra é o pai dos genéricos? Só se for dos pensamentos genéricos, porque o pai dos medicamentos genéricos foi o Dr. Jamil Haddad. Veja mais em Viomundo.

Proposta de Serra para a Saúde: “na saúde, o que você pode sempre fazer é que hoje seja melhor do que ontem e amanhã melhor do que hoje“. Praticamente um filósofo.

Proposta de Serra para a Educação: Aumento para professores? Não, bônus por produtividade. Bônus é um artifício muito interessante para os governantes por dois motivos: 1) o valor não é incorporado na aposentadoria; 2) o governante pode desaparecer com o bônus quando quiser. Os professores devem ficar muito satisfeitos com isso.

Proposta de Serra para a Segurança Pública: “o governo federal tem que entrar de corpo e alma na questão da segurança porque ela é muito grave no Brasil, principalmente para os mais necessitados, o nosso povão“. Brilhante!