Final lamentável. Um torneio de Masters 1000 merece um jogo de melhor nível técnico. Pareceu uma final da WTA. Verdasco mostrou mais uma vez como é fraco mentalmente, pior para o público que deve ter pago caro para ver uma exibição pífia. 6/0, 6/1 e Nadal volta a ser campeão após um longo período de espera.
A montagem do preview foi mais emocionante do que o jogo verdadeiro. Verdasco ainda saiu vencedor!
Não vou correr atrás das estatísticas de Nadal, mas acho que esse foi o Masters 1000 mais fácil que ele já venceu.
R Nadal (ESP) d T de Bakker (NED) 61 60
R Nadal (ESP) d M Berrer (GER) 60 61
R Nadal (ESP) d J Ferrero (ESP) 64 62
R Nadal (ESP) d D Ferrer (ESP) 62 63
R Nadal (ESP) d F Verdasco (ESP) 60 61
Em 5 jogos, Nadal venceu 3 por 6/0, 6/1 (não necessariamente nesta mesma ordem).
A qualidade do torneio foi de doer, o jogo mais interessante foi a vitória de Ferrero sobre Tsonga por 2 sets a 1 nas oitavas de final. A ausência de muitos jogadores do top 10 colaborou para o fracasso desse Masters 1000.
ATP 500 de Barcelona já começa essa semana, os principais jogadores estão fora novamente, incluindo Djokovic e Murray. Então, podem esperar um torneio pior do que esse que presenciamos em Monte-Carlo.
Mencionei no post anterior que, provavelmente, Verdasco levaria uma surra de Djokovic. Ocorreu exatamente o contrário, 6/2 6/2 e Verdasco está na final do Masters 1000 de Monte-Carlo. A primeira final dele em torneios dessa categoria.
Virei fã de Verdasco após aquele épico confronto contra Nadal na semifinal do Aberto da Austrália 2009. Foi um dos jogos mais impressionantes que eu vi até hoje, durou 5 horas e 11 minutos (tudo bem, damos o desconto da demora habitual que Nadal leva entre um ponto e outro). Verdasco quase acaba com as minhas esperanças de ver mais uma final de Grand Slam entre Nadal e Federer. Foi um jogo inesquecível.
Verdasco tem um estilo muito particular, possui um forehand vencedor e uma confiança tão firme quanto as construções de Sérgio Naya. É justamente a confiança, ou a falta dela, a culpada por grande parte de suas derrotas.
Seu jogo agressivo, buscando o winner em quase todas as bolas, faz com que o número de erros não forçados em seus jogos seja costumeiramente elevado. Razão pela qual sua confiança vai ao chão em jogos decisivos.
Porém, às vezes, quando Verdasco consegue superar sua maior fraqueza, acontece isso aí:
Pobre Djokovic! Foi dominado do início ao fim.
Verdasco não terá vida fácil amanhã, ele perdeu os 9 jogos que disputou contra Nadal, e a depender do seu histórico, é provável que ele não repita a boa atuação de hoje, principalmente porque Nadal está aos poucos voltando a ser o Nadal.